Bill Gates, um dos fundadores da Microsoft, se afastará da empresa nesta sexta-feira, num momento de incertezas para a gigante da informática. A saída de Gates, que passará a se dedicar mais a projetos filantrópicos, foi anunciada há cerca de dois anos em um comunicado interno e simboliza o fim da época de ouro da Microsoft, que, 33 anos após sua fundação, para ter chegado ao teto.

- Estou deixando algo, é um trabalho divertido, mas se toda vez que aparecesse um competidor interessante eu decidisse ficar, acabaria morrendo no trabalho – disse Gates em uma entrevista à Newsweek.
Aos 52 anos, William Henry Gates, casado e pai de três filhos, parece ter completado suas aspirações empresariais. Ele deixa os negócios como o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna que alcança os US$ 58 bilhões, segundo a revista Forbes.
A empresa desenvolveu o MS-DOS, introduzido pela IBM en seus computadores em 1981, e o “Windows”, presente na maioria dos PCs do mundo desde 1985. Atualmente a Microsoft tem visto seus competidores ganharem terreno, enquanto enfrenta processos judiciais que o acusam de monopólio.
Tempos difíceis para a companhia, que desde 2000 vem se preparando para o adeus definitivo de Gates. Há oito anos Bill foi substituido como presidente executivo por Steve Ballmer, seu amigo e braço-direito, e passou a exercer as funções de arquiteto-chefe de software e presidente do conselho de administração.
Gates centrará seus esforços a partir de agora nos projectos humanitários da Fundação Bill e Melinda Gates, dedicada a temas educativos e de saneamento básico. A fundação recebeu em 2006 o Prêmio Príncipe de Asturias de Cooperação Internacional.
- Terei quatro vezes mais tempo para estudar estratégias sobre o que fazemos em educação, agricultura, microcréditos, a luta contra doenças. Além disso minhas aparições públicas terão mais relação com a Fundação e minhas viagens serão para a África e Ásia – declarou Gates.
EFE
Tags: Bill Gates, Celebridade, Economia, Informática, Microsoft, MS-DOS, Tecnologia, Web