
Vinte anos depois, saiu a primeira indenização para família de vítima do naufrágio do Bateau Mouche. Mas quem pagou foi a União. Os espanhóis donos do barco saíram ilesos. Um deles é dono de hotel na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana, perto do túnel. E fica na recepção.
O barco Bateu Mouche naufragou superlotado na Baía de Guanabara no Réveillon de 1989, matando 55 pessoas no Rio de Janeiro, a primeira indenização foi paga a dois irmãos, que perderam o pai.
Cada um receberá R$ 850 mil. Os irmãos também têm direito, até 2010, a uma pensão de sete salários mínimos. A maioria dos processos relacionados ao desastre estão parados ou tramitam com lentidão na Justiça.
A primeira parcela da indenização foi paga em janeiro dos cofres do governo federal, que ainda deve às vítimas mais R$ 450 mil.
Os sócios da Bateau Mouche e da Itatiaia Turismo – empresas responsáveis pelo passeio, que decretaram falência -, não pagaram nada.
O advogado dos irmãos, Paulo Elísio de Souza, diz que os clientes receberam porque processaram apenas a União – a Capitania dos Portos era responsável pela fiscalização e não cumpriu seu papel.
A atriz, Yara Amaral perdeu a vida nessa tragédia. Também estava na embarcação o ex-ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira, que sobreviveu.
Os filhos da atriz Yara Amaral – Bernardo e João – deveriam receber R$ 3 milhões, em valores da época. Eles, que tinham 13 e 14 anos quando a mãe morreu, não receberam nada.
JB
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