
O aumento do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira (2) promete mexer não apenas com o preço do frete para o transporte de produtos, mas também afetar as empresas de transportes de passageiros.
Por isso, um dia depois do anúncio do aumento, as máquinas de calcular do setor já entraram em ação. Segundo Lélis Marcos Teixeira, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o reajuste pretendido pelas empresas é de 6%.
No Rio, significaria R$ 0,10 de aumento. Em São Paulo, a alta seria de quase R$ 0,15. “É uma questão matemática. Há que se ter um reajuste nas tarifas para não deixar de ter o equilíbrio econômico-financeiro das empresas de transporte do país inteiro.”
De cada R$ 100 que as empresas de ônibus gastam para manter o transporte nas ruas, R$ 30 são usados na compra de óleo diesel. Por isso, os empresários já decidiram: vão apresentar ainda este mês um pedido de aumento nas passagens.
Apesar do aumento ter sido anunciado na quarta-feira (30), o dia foi tranqüilo nos postos de combustíveis. O governo compensou o reajuste da gasolina com um desconto correspondente em impostos. Com isso, aposta que não haverá mudanças nos preços nas bombas.
Mas com o diesel foi diferente. Haverá um aumento real de 8,8% no valor do combustível vendido para as distribuidoras. E o impacto imediato será sentido nas estradas, pois 1,7 milhão de caminhões rodam pelo Brasil.
Esses veículos levam por ano quase oitocentos milhões de toneladas de carga. De cada dez sacos de grãos produzidos no país, sete vão da fazenda à mesa pelas rodovias.
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