
Não tivesse a Aids lhe tirado de cena, em 1990, Cazuza, mito da música popular e do rock brasileiro, chegaria hoje aos 50 anos
A morte preservou-lhe a juventude. Cazuza, ex-líder do Barão vermelho, ícone da música nos anos oitenta e poeta beat tardio, morreu em sete de julho de 1990, em decorrência de complicações ligadas à Aids. Tinha 32 anos e, mesmo debilitado pela doença, demonstrava pleno vigor criativo.
Agenor de Miranda Araújo Neto. Esse é o nome de batismo de Cazuza que ingressou no meio musical pelas mãos do pai, João Araújo, um importante executivo do mercado fonográfico. Em 1976, Araújo arrumou um emprego para o filho na gravadora que presidia, a Som Livre. Ele “não queria o filho na vagabundagem”, explica texto bem-humorado do site oficial do cantor.
No início dos anos 80, ele trabalhou com o grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, que tinha em seu elenco nomes que ficariam conhecidos nacionalmente, como os globais Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães. Foi nessa época que conheceu o também cantor e compositor Léo Jaime, que o apresentaria aos integrantes de uma banda de rock que procuravam um vocalista. O grupo já tinha nome: Barão Vermelho.
No final de 1985, após uma curta e bem sucedida carreira ao lado de Frejat e companhia, Cazuza abandona o Barão Vermelho. Foi nesse ano que ele soube estar infectado pelo HIV. Nesta época, tem início o período mais criativo de sua carreira, com o lançamento de álbuns já antológicos. Ideologia (1988) e Burguesia (1989) são dois bons exemplos.
O cantor morreu precocemente aos 32 anos, no dia 7 de julho de 1990, depois de uma série de internações no Brasil e no exterior, vítima de complicações de saúde ocasionadas pelo HIV.
No mesmo ano, a mãe do cantor, Lúcia Araújo, fundou a Sociedade Viva Cazuza, de apoio a crianças portadoras do vírus HIV, que funciona no Rio de Janeiro. Ela concedeu entrevista à Agência de Notícias da Aids, que será publicada nesta sexta-feira.
Em 2004, chegou aos cinemas o filme “Cazuza – O Tempo Não Pára”, dirigido por Daniel Filho, sobre a vida do cantor e compositor.
Em junho de 2005 foi lançado o disco “O Poeta Está Vivo”, com uma gravação ao vivo do cantor no Rio de Janeiro, em 1987. Confira a seguir a discografia do cantor.
Barão Vermelho
·1982 – Barão Vermelho
·1983 – Barão Vermelho 2
·1984 – Tema do filme Bete Balanço (Compacto)
·1984 – Maior Abandonado
·1985 – Barão Vermelho ao vivo (“Rock In Rio 1″)
Carreira Solo
·1985 – Exagerado
·1987 – Só se For a Dois
·1988 – Ideologia
·1988 – O Tempo Não Pára – Cazuza Ao Vivo
·1989 – Burguesia
·1991 – Por Aí (póstumo)
NF
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Abril 11, 2008 às am:48 am |
Meu perfeitinho *-*