
Alguns produtos já exibem no rótulo quanto poluíram. Como isso pode combater o aquecimento global
O irlandês Terry Leahy, de 52 anos, presidente da maior rede de supermercados da Inglaterra, a Tesco, afirma não ter grandes idéias dentro de seu escritório. Preciso respirar ar fresco e ter contato com as pessoas”, diz. Em uma dessas caminhadas, em 1998, o executivo teve a idéia de reduzir as emissões de gás carbônico de sua empresa. Queria diminuir a quantidade do poluente que é o maior responsável pelo aquecimento global. Deu início a um minucioso trabalho que envolve centenas de fornecedores.
A idéia é transformar a Tesco em um exemplo de produtividade sem agredir o meio ambiente. Para isso, trocou as máquinas que consumiam muita energia. Substituiu a frota de caminhões a diesel por veículos a gás. Neste ano, Leahy adotou uma tática mais ousada: resolveu colocar no rótulo de seus produtos quanto eles poluem o ambiente. A quantidade de carbono liberada para a atmosfera em sua fabricação estará estampada na embalagem de cada um de seus 70 mil produtos. A notícia valorizou as ações da rede de supermercados em 30% e ajudou a transformar a Tesco em uma das marcas mais sólidas do planeta.
Um copo de suco de laranja gasta até dois copos de petróleo para chegar ao mercado
Incluir a emissão de carbono no rótulo dos alimentos ganhou projeção mundial por causa da atual crise de mudanças climáticas.
A novidade já está mudando o jeito de consumir dos britânicos. Uma pesquisa encomendada pela União Européia mostra que parte dos londrinos está inconformada com algumas distorções do processo produtivo. O carbono na embalagem revelou que um copo de suco de laranja gasta até dois copos de petróleo para chegar ao supermercado. E que um pacote de salgadinho polui até três vezes mais que 1 quilo de arroz.
Revista Época
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Abril 1, 2008 às am:42 am |
Quem está sentindo o efeito nebuloso de não praticar o politicamente correto são as montadores de automóveis norte-americanas. Exemplo bem vivo disso é a Ford, que foi superada pela Toyota, ao passo que ignorou a fabricação de carros movidos a células de hidrogênio.
Devido a problemas financeiros acarretados pela não aderência a produtos que nada poluem, a Ford entrou em uma crise sem precedentes, uma vez que teve que se desfazer das marcas Land Rover e Jaguar, que integravam o seu portfolio de produtos. E o detalhe vendeu estas duas marcsa a preço de banana para o conglomerado indiano Tata Motors.